O composto dos vegetais amargos que ajuda a tirar a gordura do fígado
O sabor amargo que protege o seu fígado
A doença do fígado está perto de se tornar uma epidemia mundial.
No Brasil, cerca de 30% da população adulta tem uma condição chamada esteatose hepática não alcoólica, o acúmulo de gordura no fígado. E boa parte dessas pessoas não faz ideia disso.
Ela não dá sinais. Não dá sintomas. E, justamente por ser silenciosa, também não tem um medicamento próprio para tratá-la.
A boa notícia é que um estudo recente encontrou algo inesperado: a defesa contra a gordura no fígado pode estar em certos vegetais que já existem na feira.
O que o estudo encontrou
Na última década, as mortes ligadas a doenças crônicas do fígado dispararam, e um levantamento recente apontou a esteatose não alcoólica como uma das principais causas.
O ponto que quase ninguém comenta é que boa parte dessas mortes poderia ter sido evitada. A condição é reversível, e existem formas simples de manter o fígado em ordem.
Num estudo publicado na revista Hepatology, pesquisadores identificaram que o indol 3 carbinol, um composto encontrado nos vegetais crucíferos, é peça central na prevenção e no tratamento da gordura no fígado.
Esse composto já era conhecido por outras funções: equilibrar hormônios, apoiar o sistema imunológico e ajudar o fígado no trabalho de desintoxicação.
Os pesquisadores acompanharam 137 participantes e encontraram dois padrões claros:
* Pessoas com índice de massa corporal mais alto tendiam a ter menos indol circulando no sangue.
* Quem era clinicamente obeso tinha níveis bem mais baixos do composto, e ao mesmo tempo mais gordura depositada no fígado.
Depois, para entender o efeito na prática, os pesquisadores testaram o composto em animais alimentados com dieta rica em gordura, simulando a doença.
O resultado: depois do tratamento com indol, os animais doentes tiveram redução importante tanto no acúmulo de gordura quanto na inflamação do fígado.
Benefícios demais para ignorar
Os pesquisadores apontam que os vegetais crucíferos não ajudam só o fígado. Eles também aparecem associados a:
* Proteção contra o câncer
* Proteção contra doenças do coração
* Prevenção do diabetes
* Melhora do humor
* Alívio de dores
São benefícios demais para deixar passar.
Como levar esses vegetais para a mesa
Os crucíferos entram bem em qualquer tipo de alimentação, e a lista é maior do que parece: couve de Bruxelas, brócolis, repolho, nabo, couve e couve flor.
Se o sabor levemente amargo incomoda, vale um truque simples de cozinha: asse os vegetais levemente com alho e finalize com suco de limão ou um fio de vinagre balsâmico. O amargor praticamente desaparece.
A recomendação é consumir pelo menos uma porção de vegetais crucíferos por dia, dentro das 2 a 3 xícaras de vegetais que se recomenda diariamente.
Outra atitude que ajuda é somar um bom suplemento natural voltado a reduzir a gordura no fígado. Fórmulas com vitamina E, leucina e coenzima Q10 estão entre as mais estudadas para esse fim.
Vale lembrar: converse com o seu médico ou nutricionista antes de começar qualquer suplemento.
Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação de um profissional de saúde.


